Piracuí. Bolinho de mandioca com piracuí e sopa de piracuí no leite de coco

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

… Já ela, a farinha de peixe ou piracuí (do tupi: pira = peixe + cuí = farinha) que ganhei, veio do Município de Prainha, no Pará, especificamente da comunidade de pescadores de Vira-Sebo, com longa tradição na produção desta farinha feita ainda com métodos tradicionais.

Leia o belo post na íntegra no blog da Neide Rigo, Come-se.

Foto di Neide Rigo

Conflict in the Renascer is intensifying and violence grows up


Attacks with fire arms, physical aggressions and  arson of the houses of the local people are recurrent. Since the beginning of the year, local people spread manifestos, denouncing the what it is happening and claiming for state intervention.

Read the full story (in Portuguese) in the Instituto Socioambiental website.

Inhabitants of the Renascer Resex villages settle to prevent the exit of barges full of wood

Sunday, January 3, 2010, 12:52 AM – News
News published in the Instituto Socioambiental web site in December the 21st, 2009.

Since November the 27th, inhabitants of the Renascer Resex villages are settling at the exit of the Tamuataí river, in the municipality of Prainha (Pará, Brazil), near the border of the protected area, in order to prevent the exit of barges full of wood. The village people say that the wood was extracted illegally and explain they are fed up with waiting for the governmental patrolling.
Read the full story in the blog Tamuá.

Inhabitants of the Renascer settle to prevent wood theft

luca fanelli / MAÌS, Pinguela no igarapé Tamuataí, mun. de Prainha (Brasil)

For 20 days until now, 200 people from local villages, try to prevent that the barges full of wood escape from the protected area (Resex Renascer). The wood come from illegal logging, within the protected area, in the municipality of Prainha, Pará, Brazil.

Read the full story on the Socio-Environment Institute website (in Portuguese).

Identidade visual comunidades ribeirinhas (resgate)

Notícia postada no blog ARTIVISIVE SP em 2007.

Mais informações na página sobre Tamuá

Um pequeno grande exemplo de como um projeto de design pode interligar pontos do território brasileiro em busca de um bem comum. Conto um pouco da historia de como foi efetuada esta jornada projetual dos alunos de 3o ano de Graphic Design do IED São Paulo.


 

O projeto teve inicio na 2a metade do ano de 2006, com o contato de Luca Fanelli, responsável no Brasil pela MAIS – ONG Italiana, com patrocínio do ministério do exterior da Itália, que desenvolve projetos de implementação da agricultura familiar das comunidades rurais da baixa Amazônia compatíveis com a preservação e conservação do eco sistema local.

Ao descrever as atividades agrícolas destas comunidades, Luca pediu a colaboração do Istituto Europeo para o desenvolvimento da identidade visual dos produtos. As comunidades produzem de forma artesanal produtos como mel, farinha de mandioca, biju, polpa de fruta e artesanato.

Para isso, convidamos como orientador do projeto Giovanni Vannucchi, sócio-fundador da OZ Design, um dos mais renomados estúdios de Branding brasileiros. Assim, em 19 de março de 2007, deu se inicio ao projeto aonde os alunos de 3o ano de Graphic Design eram dirigidos por Vannucchi e argumentavam a distância com Luca Fanelli.

Desenvolvendo assim um 1o percurso de pesquisa com término em 26 de abril. Durante esta fase formas realizados o briefing do projeto, a pesquisa iconográfica, o naming, a pesquisa de Mercado e as hipóteses de identidade visual.

Ao inicio de maio, os estudantes, Giovanni Vannucchi e eu, fizemos uma visita de campo em Santarém do Pará com as hipóteses de projeto a serem apresentadas.

Durante uma semana foram realizadas reuniões com a MAIS e as outras associações colaboradoras do projeto, a CEFT-BAM e CEAPAC. Na cidade de Santarém foram efetuadas pesquisas em mercados, supermercados, gráficas e pontos de encontro. Depois viajamos de barco pelo rio Amazonas para visitar e conhecer as comunidades, onde apresentamos nossos projetos, e visitamos os locais de produção.

Ao retornarmos para São Paulo, os estudantes desenvolveram os projetos definitivos, que foram apresentados na metade de junho na sede IED de São Paulo e foram enviados para as comunidades em Santarém.

Em outubro, em Brasília, durante um importante encontro sobre Slow Food, a Comunidade de Santo Antonio apresentou seus produtos com embalagens desenvolvidas pela aluna Marilia Rúbio. http://terramadre.slowfoodbrasil.com/

Seminário Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional

Nestes dias estou participando do Seminário Amazônia.


Após grande procura, estão encerradas as incrições gratuitas para o Seminário Internacional “Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional”. O encontro de autoridades e especialistas no tema é uma realização do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, deste Memorial, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a Universidade de São Paulo. Ele se realiza na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, nos dias 16 e 17 de novembro.

Entre as questões que serão enfrentadas, temos os desafios do desenvolvimento sustentável da Amazônia, as relações comerciais e a colaboração científica e tecnológica entre os países amazônicos (entre eles, além do Brasil, o Peru, Colômbia, Equador e Venezuela), as políticas científicas e de inovação, os desastres ecológicos e as chamadas fendas sociais.

O desenvolvimento sustentável da Grande Amazônia, um espaço transfronteiriço que abrange nove países sul-americanos, é um dos grandes desafios do nosso tempo e para enfrentá-lo é essencial que adotemos estratégias e políticas públicas integradas envolvendo o esforço conjunto dos estados e respectivas sociedades nacionais que hoje compartilham essa imensa região de importância planetária.

Diante das escalas envolvidas e da complexidade das características naturais, econômicas e sociais amazônicas, é essencial que essas políticas conjuntas priorizem, ao máximo, investimentos maciços em ciência e tecnologia como fator essencial para introduzir e consolidar ali as bases de um desenvolvimento de novo tipo.

Está comprovado que os avanços científicos são atualmente essenciais para gerar alternativas nos sistemas produtivos e na educação em geral, bem como representam fontes de inovação que contribuem para superar as desigualdades sociais. Além disso, as inovações tecnológicas, contextualizadas e implementadas de forma apropriada localmente, podem contribuir para conservar os recursos naturais, utilizá-los economicamente de modo racional e contribuir decisivamente para a geração de oportunidades de renda para as comunidades locais da região.

Que modalidades de políticas públicas – e particularmente as científicas – melhor contribuirão para atingir esses objetivos? Que formas de aplicação/descoberta/inovação podem prevenir e reduzir impactos ambientais e, ao mesmo tempo, elevar os padrões de qualidade de vida das populações da região? De que modo os governos nacionais e a comunidade internacional podem empreender esforços visando a plena integração das suas estratégias e ações para a região e com isso torná-las mais eficientes para enfrentar esses desafios?

Essas são algumas das questões que devem ser abordadas e refletidas durante o seminário organizado pela Academia Brasileira de Ciências e o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, da Fundação Memorial da América Latina, “Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional”.

Os conferencistas e debatedores convidados apresentarão as suas visões sobre esses temas, a partir das suas experiências como dirigentes e estudiosos de instituições públicas e privadas que tratam de políticas públicas voltadas para a integração regional da Amazônia sul-americana, tendo como foco esforços de cooperação nos campos da ciência, tecnologia, inovação, economia e relações internacionais.

Programa
16 de novembro
09:00 – 10:00 Abertura (Autoridades) e Conferência Inaugural (Bertha Becker)
10:00 – 13:00 Mesa 1: Diversidade Sócio-cultural e Integração Sul-americana
Coordenação: Maria Manuela Carneiro da Cunha (Univ. Chicago) / Francisco Pyianko
• Adalberto Veríssimo (Imazon)
• Adriana Ramos (Instituto Socioambiental);
• Ana Valéria Araújo (Fundo Brasil de Direitos Humanos)
• Elaine Elisabetsky (UFRGS)
• Margarita Benavides (Instituto del Bien Común – Peru);

13:00 – 15:00 Almoço
15:00–18:00 Mesa2:Amazônia: Desafio Científico e Tecnológico para o Século XXI
Coordenação: Adalberto Val (INPA) / Carlos Nobre (INPE)
• Guilherme Leal (Natura)
• Jorge Almeida Guimarães (CAPES)
• Luciano Coutinho (BNDES)
• Luz Marina Mantilla (Instituto Amazônico de Investigaciones Científicas – Colômbia)
• Sergio Machado Rezende (Ministério da Ciência e Tecnologia)

17 de novembro
9:00 – 12:00 Mesa 3: Ciência, Tecnologia e Inovação como Motores de um Novo Modelo de Desenvolvimento para a Amazônia
Coordenação: Roberto Dall’Agnol (UFPA) / Ima Vieira (Goeldi)
• Fabio Scarano (UFRJ)
• Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal)
• Maurílio Monteiro (Secretaria de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia do Pará)
• Roberto Waack (AMATA S.A.)
12:00 – 14:00 Almoço
14:00 – 17:00

Mesa 4: Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana
Coordenação: Bertha Becker (UFRJ) / Tatiana Sá (Embrapa)
• Lia Osório Machado (UFRJ)
• Manuel Picasso (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica)
• Mauro Marcondes Rodrigues (Banco Interamericano de Desenvolvimento)
• Wanderley Messias da Costa (USP)

17:00 – 18:00 Conferência de Encerramento

Informações
E-mail: eventoscbeal@memorial.sp.gov.br
Tel.: (11) 3823-4780

Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Metro Barra Funda – São Paulo – SP
Entrada pelos Portões 1 e 6
Estacionamento (pago), com entrada pelo Portão 8

Fonte: Centro Brasileiro de Estudos da América Latina


Governo decreta Resex Renascer…

Notícias socioambientais :: Socioambiental

Governo decreta Resex Renascer depois de um ano sem criar novas unidades de conservação

[15/06/2009 10:44]

 

Com extensão de 211.741,37ha, em Prainha, no Pará, a nova Reserva Extrativista soma com as demais criadas anteriormente – Monumento Natural (Mona) do Rio São Francisco (BA/SE/AL), Resex Prainha do Canto Verde (CE) e Resex Cassurubá (BA) –, cerca de 372.000 ha de novas áreas protegidas cuja meta é conciliar o uso tradicional e não predatório com a conservação da biodiversidade e paisagens associadas.

A reivindicação de criação de uma Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável na região data de mais de seis anos, tendo sido iniciada por um processo aberto pelo Conselho Nacional dos Seringueiros, finalizado pelas lideranças da região, pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais e pela Colônia de Pescadores de Prainha.O mais recente povoamento da região começou na década de 1920, em decorrência da exploração da borracha, da castanha do pará e da juta; os migrantes consolidaram sua presença desenvolvendo uma rica e profunda relação com o ambiente. Inicialmente, a área que hoje constitui a Resex Renascer, fazia parte da proposta para a criação da Resex Verde para Sempre; porém, ao criar esta em novembro de 2004, com 1.288.720ha, o Governo Federal excluiu a área da atual Renascer, pois a grande extensão da Resex criada deu ainda mais visibilidade à questão, aumentando as pressões contrárias do poder local.No fim de 2006, em um dos últimos atos de seu mandato, Simão Jatene (PSDB), o então governador do Pará, decretou a criação de uma Floresta Estadual sobreposta à área requerida para Resex. O ato, entretanto, foi impedido por uma liminar de 2006 confirmada pelo Ministério Público Federal em meados de 2007, que argumentara que tal criação seria um ataque ao modo de vida das populações tradicionais da região, privilegiando um modelo de exploração predatório da floresta amazônica.A consulta pública de apresentação dos estudos técnicos para criação da Resex Renascer, último ato administrativo necessário para sua criação, ocorreu em dezembro de 2007 e desde maio de 2008 o processo estava parado na Casa Civil – onde também adormece em profundo sono o processo de criação da Resex Baixo Rio Branco Jauaperi(RR), de 2001. A Resex Renascer situa-se na área de influência da BR-163, sendo alvo de dinâmicas de ocupação que ocorrem simultaneamente em todo o oeste paraense. Assim, além do interesse minerário na região sul da Resex, a grande demora na criação deve-se às pressões do setor madeireiro, que opera ilegitimamente na região desde 2000. Tal setor priva a população local de valioso recurso econômico, prejudicando os ecossistemas fluviais, ameaçando a população local e, de fato, polarizando e radicalizando o antigo e latente conflito entre os extrativistas e a classe de grandes pecuaristas locais.O Estudo Socioeconômico da Área Proposta para Criação da Reserva Extrativista Renascer (Prainha / PA), propôs, para criação da Resex Renascer, extensão próxima do dobro com que esta foi criada: 414.274 ha. Essa redução entre a área criada e a reivindicada pelos extrativistas fez com que estes perdessem espaços tidos como essenciais para as atividades econômicas locais, como a várzea na margem direita do rio Amazonas, de extrema importância para a manutenção da biodiversidade, das relações sociais e econômicas dos extrativistas – e um vasto trecho ao sul, de grande riqueza de recursos florestais. A delimitação da Resex excluiu também 1.766 ha no noroeste da área, de ocupação consolidada por fazendas.Diante disso, além de tudo o que foi mencionado, a relativa exclusão do município das políticas públicas e também da ação de instituições não governamentais traz um grande desafio à população: organizar-se localmente e continuar a desenvolver suas habilidades para produzir alimentos de qualidade (piracui, mel de abelha nativa, beijus) e artesanato.

Por meio de decreto publicado Diário Oficial de 8 de junho passado, o Presidente Lula criou, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), a Reserva Extrativista Renascer. Situada na bacia hidrográfica do Xingu e predominantemente formada por uma tipologia fitofisionômica definida como Floresta Ombrófila Densa, a área da Resex Renascer foi identificada, no processo de “Atualização das Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira”(Ministério do Meio Ambiente – MMA 2006), como sendo de muito alta importância para a conservação. O Estudo Ambiental necessário, conjuntamente com o Socioeconômico, para a caracterização socioambiental, o reconhecimento da comunidade interessada como população tradicional e a legitimação de seu uso do território, realizado em 2005, identificou como algumas das espécies presentes, a castanheira (de grande abundância na região), o angelim-vermelho, a muiracatiara, a maçaranduba, o mogno, o cedro, maparajuba, o açaí e o buriti. Da grande variedade de peixes, o pirarucu, o tambaqui e o surubim são alguns dos mais importantes na alimentação dos moradores. Dentre os mamíferos, listam-se mais de 43 espécies, sendo que seis constam na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção (MMA IN 03/2003): tatu-canastra(Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), gato-maracajá (Leopardus wiedii), onça-pintada (Panthera onca), ariranha (Pteronura brasiliensis) e peixe-boi (Trichechus inunguis).

Em parte, essas reduções foram criadas devido aos compromissos com os interesses políticos locais, com os médios e grandes pecuaristas da região e, ainda, com as empresas madeireiras, provocando, ao longo dos anos, esses “recortes” crescentes da área original. Todas as exclusões fazem parte do mesmo complexo ecológico e também integravam a área de ‘muito alta importância para a conservação’ (identificada pelo MMA em 2006), sendo que seu uso diferenciado e predatório pode fragilizar a integridade ecológica e a sustentabilidade econômica da região.

ISA,
Silvia de Melo Futada e Luca Fanelli (colaborador MAIS/ISA).

 

Seminário REDD do Fórum Amazônia Sustentável

Logo do Fórum Amazônia SustentávelParticipação da reunião ampliada sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) do Fórum Amazônia Sustentável.

O seminário teve as seguintes palestras: “Cenários para a inclusão de REDD no âmbito das mudanças climáticas” – Tasso Azevedo (Serviço Florestal Brasileiro); “Fundo Amazônia” – Eduardo Melo (BNDES); “O Papel da Amazônia na consolidação de uma economia de baixas emissões de carbono no Brasil” – Marcos Frank (Mckinsey), “Redução de desmatamento na Amazônia : é pra valer ou para inglês ver?” – André Lima (Ipam).

Articolo sul progetto Uirapuru su Musibrasil

Uirapurú, magia solidale

Un’associazione torinese coinvolge 460 famiglie di contadini della regione Baixo-Amazonas che vivono nei villaggi. Per favorire lo sviluppo sostenibile delle comunità e promuovere l’interscambio.

Articolo di Annalisa Dolzan, apparso sull’edizione del dicembre 2008 di Musibrasil. Leggi l’articolo.

Research and action for development

ricercazioneDuring the XXX International Congress of American Studies, Perugia, Italy, May 6-12, 2008, in the panel Amazonia. State of the Art of the Field Researches was debated the relationship between research, mainly in humanities and social sciences, and specifically anthropological, and development projects, mainly non-governmental.

Briefly, was affirmed the epistemological interdependence between research and action and the necessity of the tie between these two practices; at the same time, was noticed the segregation between research actors (mainly university) and development actors (mainly NGOs).

Read a resume of the debate (in Italian).