Piracuí. Bolinho de mandioca com piracuí e sopa de piracuí no leite de coco

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

… Já ela, a farinha de peixe ou piracuí (do tupi: pira = peixe + cuí = farinha) que ganhei, veio do Município de Prainha, no Pará, especificamente da comunidade de pescadores de Vira-Sebo, com longa tradição na produção desta farinha feita ainda com métodos tradicionais.

Leia o belo post na íntegra no blog da Neide Rigo, Come-se.

Foto di Neide Rigo

Conflict in the Renascer is intensifying and violence grows up


Attacks with fire arms, physical aggressions and  arson of the houses of the local people are recurrent. Since the beginning of the year, local people spread manifestos, denouncing the what it is happening and claiming for state intervention.

Read the full story (in Portuguese) in the Instituto Socioambiental website.

Inhabitants of the Renascer Resex villages settle to prevent the exit of barges full of wood

Sunday, January 3, 2010, 12:52 AM – News
News published in the Instituto Socioambiental web site in December the 21st, 2009.

Since November the 27th, inhabitants of the Renascer Resex villages are settling at the exit of the Tamuataí river, in the municipality of Prainha (Pará, Brazil), near the border of the protected area, in order to prevent the exit of barges full of wood. The village people say that the wood was extracted illegally and explain they are fed up with waiting for the governmental patrolling.
Read the full story in the blog Tamuá.

Inhabitants of the Renascer settle to prevent wood theft

luca fanelli / MAÌS, Pinguela no igarapé Tamuataí, mun. de Prainha (Brasil)

For 20 days until now, 200 people from local villages, try to prevent that the barges full of wood escape from the protected area (Resex Renascer). The wood come from illegal logging, within the protected area, in the municipality of Prainha, Pará, Brazil.

Read the full story on the Socio-Environment Institute website (in Portuguese).

Identidade visual comunidades ribeirinhas (resgate)

Notícia postada no blog ARTIVISIVE SP em 2007.

Mais informações na página sobre Tamuá

Um pequeno grande exemplo de como um projeto de design pode interligar pontos do território brasileiro em busca de um bem comum. Conto um pouco da historia de como foi efetuada esta jornada projetual dos alunos de 3o ano de Graphic Design do IED São Paulo.


 

O projeto teve inicio na 2a metade do ano de 2006, com o contato de Luca Fanelli, responsável no Brasil pela MAIS – ONG Italiana, com patrocínio do ministério do exterior da Itália, que desenvolve projetos de implementação da agricultura familiar das comunidades rurais da baixa Amazônia compatíveis com a preservação e conservação do eco sistema local.

Ao descrever as atividades agrícolas destas comunidades, Luca pediu a colaboração do Istituto Europeo para o desenvolvimento da identidade visual dos produtos. As comunidades produzem de forma artesanal produtos como mel, farinha de mandioca, biju, polpa de fruta e artesanato.

Para isso, convidamos como orientador do projeto Giovanni Vannucchi, sócio-fundador da OZ Design, um dos mais renomados estúdios de Branding brasileiros. Assim, em 19 de março de 2007, deu se inicio ao projeto aonde os alunos de 3o ano de Graphic Design eram dirigidos por Vannucchi e argumentavam a distância com Luca Fanelli.

Desenvolvendo assim um 1o percurso de pesquisa com término em 26 de abril. Durante esta fase formas realizados o briefing do projeto, a pesquisa iconográfica, o naming, a pesquisa de Mercado e as hipóteses de identidade visual.

Ao inicio de maio, os estudantes, Giovanni Vannucchi e eu, fizemos uma visita de campo em Santarém do Pará com as hipóteses de projeto a serem apresentadas.

Durante uma semana foram realizadas reuniões com a MAIS e as outras associações colaboradoras do projeto, a CEFT-BAM e CEAPAC. Na cidade de Santarém foram efetuadas pesquisas em mercados, supermercados, gráficas e pontos de encontro. Depois viajamos de barco pelo rio Amazonas para visitar e conhecer as comunidades, onde apresentamos nossos projetos, e visitamos os locais de produção.

Ao retornarmos para São Paulo, os estudantes desenvolveram os projetos definitivos, que foram apresentados na metade de junho na sede IED de São Paulo e foram enviados para as comunidades em Santarém.

Em outubro, em Brasília, durante um importante encontro sobre Slow Food, a Comunidade de Santo Antonio apresentou seus produtos com embalagens desenvolvidas pela aluna Marilia Rúbio. http://terramadre.slowfoodbrasil.com/

Seminário Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional

Nestes dias estou participando do Seminário Amazônia.


Após grande procura, estão encerradas as incrições gratuitas para o Seminário Internacional “Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional”. O encontro de autoridades e especialistas no tema é uma realização do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, deste Memorial, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a Universidade de São Paulo. Ele se realiza na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, nos dias 16 e 17 de novembro.

Entre as questões que serão enfrentadas, temos os desafios do desenvolvimento sustentável da Amazônia, as relações comerciais e a colaboração científica e tecnológica entre os países amazônicos (entre eles, além do Brasil, o Peru, Colômbia, Equador e Venezuela), as políticas científicas e de inovação, os desastres ecológicos e as chamadas fendas sociais.

O desenvolvimento sustentável da Grande Amazônia, um espaço transfronteiriço que abrange nove países sul-americanos, é um dos grandes desafios do nosso tempo e para enfrentá-lo é essencial que adotemos estratégias e políticas públicas integradas envolvendo o esforço conjunto dos estados e respectivas sociedades nacionais que hoje compartilham essa imensa região de importância planetária.

Diante das escalas envolvidas e da complexidade das características naturais, econômicas e sociais amazônicas, é essencial que essas políticas conjuntas priorizem, ao máximo, investimentos maciços em ciência e tecnologia como fator essencial para introduzir e consolidar ali as bases de um desenvolvimento de novo tipo.

Está comprovado que os avanços científicos são atualmente essenciais para gerar alternativas nos sistemas produtivos e na educação em geral, bem como representam fontes de inovação que contribuem para superar as desigualdades sociais. Além disso, as inovações tecnológicas, contextualizadas e implementadas de forma apropriada localmente, podem contribuir para conservar os recursos naturais, utilizá-los economicamente de modo racional e contribuir decisivamente para a geração de oportunidades de renda para as comunidades locais da região.

Que modalidades de políticas públicas – e particularmente as científicas – melhor contribuirão para atingir esses objetivos? Que formas de aplicação/descoberta/inovação podem prevenir e reduzir impactos ambientais e, ao mesmo tempo, elevar os padrões de qualidade de vida das populações da região? De que modo os governos nacionais e a comunidade internacional podem empreender esforços visando a plena integração das suas estratégias e ações para a região e com isso torná-las mais eficientes para enfrentar esses desafios?

Essas são algumas das questões que devem ser abordadas e refletidas durante o seminário organizado pela Academia Brasileira de Ciências e o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, da Fundação Memorial da América Latina, “Amazônia: Desafios e Perspectivas da Integração Regional”.

Os conferencistas e debatedores convidados apresentarão as suas visões sobre esses temas, a partir das suas experiências como dirigentes e estudiosos de instituições públicas e privadas que tratam de políticas públicas voltadas para a integração regional da Amazônia sul-americana, tendo como foco esforços de cooperação nos campos da ciência, tecnologia, inovação, economia e relações internacionais.

Programa
16 de novembro
09:00 – 10:00 Abertura (Autoridades) e Conferência Inaugural (Bertha Becker)
10:00 – 13:00 Mesa 1: Diversidade Sócio-cultural e Integração Sul-americana
Coordenação: Maria Manuela Carneiro da Cunha (Univ. Chicago) / Francisco Pyianko
• Adalberto Veríssimo (Imazon)
• Adriana Ramos (Instituto Socioambiental);
• Ana Valéria Araújo (Fundo Brasil de Direitos Humanos)
• Elaine Elisabetsky (UFRGS)
• Margarita Benavides (Instituto del Bien Común – Peru);

13:00 – 15:00 Almoço
15:00–18:00 Mesa2:Amazônia: Desafio Científico e Tecnológico para o Século XXI
Coordenação: Adalberto Val (INPA) / Carlos Nobre (INPE)
• Guilherme Leal (Natura)
• Jorge Almeida Guimarães (CAPES)
• Luciano Coutinho (BNDES)
• Luz Marina Mantilla (Instituto Amazônico de Investigaciones Científicas – Colômbia)
• Sergio Machado Rezende (Ministério da Ciência e Tecnologia)

17 de novembro
9:00 – 12:00 Mesa 3: Ciência, Tecnologia e Inovação como Motores de um Novo Modelo de Desenvolvimento para a Amazônia
Coordenação: Roberto Dall’Agnol (UFPA) / Ima Vieira (Goeldi)
• Fabio Scarano (UFRJ)
• Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal)
• Maurílio Monteiro (Secretaria de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia do Pará)
• Roberto Waack (AMATA S.A.)
12:00 – 14:00 Almoço
14:00 – 17:00

Mesa 4: Arranjos Multilaterais e Dimensões Estratégicas da Integração Sul-Americana
Coordenação: Bertha Becker (UFRJ) / Tatiana Sá (Embrapa)
• Lia Osório Machado (UFRJ)
• Manuel Picasso (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica)
• Mauro Marcondes Rodrigues (Banco Interamericano de Desenvolvimento)
• Wanderley Messias da Costa (USP)

17:00 – 18:00 Conferência de Encerramento

Informações
E-mail: eventoscbeal@memorial.sp.gov.br
Tel.: (11) 3823-4780

Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Metro Barra Funda – São Paulo – SP
Entrada pelos Portões 1 e 6
Estacionamento (pago), com entrada pelo Portão 8

Fonte: Centro Brasileiro de Estudos da América Latina


Governo decreta Resex Renascer…

Notícias socioambientais :: Socioambiental

Governo decreta Resex Renascer depois de um ano sem criar novas unidades de conservação

[15/06/2009 10:44]

 

Com extensão de 211.741,37ha, em Prainha, no Pará, a nova Reserva Extrativista soma com as demais criadas anteriormente – Monumento Natural (Mona) do Rio São Francisco (BA/SE/AL), Resex Prainha do Canto Verde (CE) e Resex Cassurubá (BA) –, cerca de 372.000 ha de novas áreas protegidas cuja meta é conciliar o uso tradicional e não predatório com a conservação da biodiversidade e paisagens associadas.

A reivindicação de criação de uma Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável na região data de mais de seis anos, tendo sido iniciada por um processo aberto pelo Conselho Nacional dos Seringueiros, finalizado pelas lideranças da região, pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais e pela Colônia de Pescadores de Prainha.O mais recente povoamento da região começou na década de 1920, em decorrência da exploração da borracha, da castanha do pará e da juta; os migrantes consolidaram sua presença desenvolvendo uma rica e profunda relação com o ambiente. Inicialmente, a área que hoje constitui a Resex Renascer, fazia parte da proposta para a criação da Resex Verde para Sempre; porém, ao criar esta em novembro de 2004, com 1.288.720ha, o Governo Federal excluiu a área da atual Renascer, pois a grande extensão da Resex criada deu ainda mais visibilidade à questão, aumentando as pressões contrárias do poder local.No fim de 2006, em um dos últimos atos de seu mandato, Simão Jatene (PSDB), o então governador do Pará, decretou a criação de uma Floresta Estadual sobreposta à área requerida para Resex. O ato, entretanto, foi impedido por uma liminar de 2006 confirmada pelo Ministério Público Federal em meados de 2007, que argumentara que tal criação seria um ataque ao modo de vida das populações tradicionais da região, privilegiando um modelo de exploração predatório da floresta amazônica.A consulta pública de apresentação dos estudos técnicos para criação da Resex Renascer, último ato administrativo necessário para sua criação, ocorreu em dezembro de 2007 e desde maio de 2008 o processo estava parado na Casa Civil – onde também adormece em profundo sono o processo de criação da Resex Baixo Rio Branco Jauaperi(RR), de 2001. A Resex Renascer situa-se na área de influência da BR-163, sendo alvo de dinâmicas de ocupação que ocorrem simultaneamente em todo o oeste paraense. Assim, além do interesse minerário na região sul da Resex, a grande demora na criação deve-se às pressões do setor madeireiro, que opera ilegitimamente na região desde 2000. Tal setor priva a população local de valioso recurso econômico, prejudicando os ecossistemas fluviais, ameaçando a população local e, de fato, polarizando e radicalizando o antigo e latente conflito entre os extrativistas e a classe de grandes pecuaristas locais.O Estudo Socioeconômico da Área Proposta para Criação da Reserva Extrativista Renascer (Prainha / PA), propôs, para criação da Resex Renascer, extensão próxima do dobro com que esta foi criada: 414.274 ha. Essa redução entre a área criada e a reivindicada pelos extrativistas fez com que estes perdessem espaços tidos como essenciais para as atividades econômicas locais, como a várzea na margem direita do rio Amazonas, de extrema importância para a manutenção da biodiversidade, das relações sociais e econômicas dos extrativistas – e um vasto trecho ao sul, de grande riqueza de recursos florestais. A delimitação da Resex excluiu também 1.766 ha no noroeste da área, de ocupação consolidada por fazendas.Diante disso, além de tudo o que foi mencionado, a relativa exclusão do município das políticas públicas e também da ação de instituições não governamentais traz um grande desafio à população: organizar-se localmente e continuar a desenvolver suas habilidades para produzir alimentos de qualidade (piracui, mel de abelha nativa, beijus) e artesanato.

Por meio de decreto publicado Diário Oficial de 8 de junho passado, o Presidente Lula criou, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), a Reserva Extrativista Renascer. Situada na bacia hidrográfica do Xingu e predominantemente formada por uma tipologia fitofisionômica definida como Floresta Ombrófila Densa, a área da Resex Renascer foi identificada, no processo de “Atualização das Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira”(Ministério do Meio Ambiente – MMA 2006), como sendo de muito alta importância para a conservação. O Estudo Ambiental necessário, conjuntamente com o Socioeconômico, para a caracterização socioambiental, o reconhecimento da comunidade interessada como população tradicional e a legitimação de seu uso do território, realizado em 2005, identificou como algumas das espécies presentes, a castanheira (de grande abundância na região), o angelim-vermelho, a muiracatiara, a maçaranduba, o mogno, o cedro, maparajuba, o açaí e o buriti. Da grande variedade de peixes, o pirarucu, o tambaqui e o surubim são alguns dos mais importantes na alimentação dos moradores. Dentre os mamíferos, listam-se mais de 43 espécies, sendo que seis constam na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção (MMA IN 03/2003): tatu-canastra(Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), gato-maracajá (Leopardus wiedii), onça-pintada (Panthera onca), ariranha (Pteronura brasiliensis) e peixe-boi (Trichechus inunguis).

Em parte, essas reduções foram criadas devido aos compromissos com os interesses políticos locais, com os médios e grandes pecuaristas da região e, ainda, com as empresas madeireiras, provocando, ao longo dos anos, esses “recortes” crescentes da área original. Todas as exclusões fazem parte do mesmo complexo ecológico e também integravam a área de ‘muito alta importância para a conservação’ (identificada pelo MMA em 2006), sendo que seu uso diferenciado e predatório pode fragilizar a integridade ecológica e a sustentabilidade econômica da região.

ISA,
Silvia de Melo Futada e Luca Fanelli (colaborador MAIS/ISA).

 

Seminário REDD do Fórum Amazônia Sustentável

Logo do Fórum Amazônia SustentávelParticipação da reunião ampliada sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) do Fórum Amazônia Sustentável.

O seminário teve as seguintes palestras: “Cenários para a inclusão de REDD no âmbito das mudanças climáticas” – Tasso Azevedo (Serviço Florestal Brasileiro); “Fundo Amazônia” – Eduardo Melo (BNDES); “O Papel da Amazônia na consolidação de uma economia de baixas emissões de carbono no Brasil” – Marcos Frank (Mckinsey), “Redução de desmatamento na Amazônia : é pra valer ou para inglês ver?” – André Lima (Ipam).

Articolo sul progetto Uirapuru su Musibrasil

Uirapurú, magia solidale

Un’associazione torinese coinvolge 460 famiglie di contadini della regione Baixo-Amazonas che vivono nei villaggi. Per favorire lo sviluppo sostenibile delle comunità e promuovere l’interscambio.

Articolo di Annalisa Dolzan, apparso sull’edizione del dicembre 2008 di Musibrasil. Leggi l’articolo.

Ricerca e azione per lo sviluppo

ricercazioneDurante il XXX Congresso Internazionale di Americanistica (Perugia), 6-12 maggio 2008, nel seminario Amazzonia. Stato dell’arte della ricerca sul campo si è discussa la relazione tra ricerca, soprattutto nelle scienze sociali e letterarie, ed in particolare nell’antropologia, e progetti di sviluppo, in particolare non governativi.

In poche parole, si è affermata l’interdipendenza epistemologica tra ricerca e azione e la necessità di un legame tra le due pratiche; allo stesso tempo, è stata rilevata la separatezza tra attori della ricerca (in particolare le università) e attori dello sviluppo (in particolare le organizzazioni non governative).

Attori della cooperazione internazionale ed attori della ricerca in Amazzonia

Riporto qui la trascrizione del mio intervento alla tavola rotonda Ammazzonia. Lo stato attuale delle ricerche sul campo (Roma, 13 maggio 2008), e un breve riassunto delle questioni sollevate negli interventi successivi. La mia intenzione era trascrivere tutta la ricca discussione, ma, purtroppo, la qualità della registrazione non lo ha permesso.

Il mio punto di vista è un po’ differente dagli altri per due motivi. In primo luogo perché invece da partire dalla ricerca e andare all’azione io parto qui da un’esperienza di azione, lavoro in un’organizzazione non governativa per la quale lavoro dal 2004 nella regione Baixo-Amazonas, stato del Pará, Brasile; la seconda differenza è che mi sono sempre occupato di popolazioni cabocla , non di indios .

Ho riscontrato in vari interventi la problematica della relazione tra ricerca e azione, tra la ricerca e l’impegno per la difesa dei diritti, per il rafforzamento economico e sociale delle popolazioni coinvolte [nella ricerca], sia, come nel caso di Lino e di Edmundo, laddove vi è un impegno a partire dalla ricerca, sia, nel caso di Adalberto, in cui c’è stato il lavoro di ricerca, e, accanto, l’azione.

Il senso del mio intervento è quello di tematizzare questo rapporto che è, secondo me, estremamente difficile, soprattutto per [regioni quali] l’Amazzonia, in quanto come ogni luogo colonizzato, ma forse anche di più, c’è sempre stato un occhio volto all’intervento; in più, l’Amazzonia è sempre stata vista in due ottiche opposte: paradiso, da un lato, di chi cercava in questi luoghi le comunità non toccate dalla civiltà [il buon selvaggio], e dall’altro lato l’inferno amazzonico, con la sua foresta misteriosa, come luogo di cannibali, come luogo dove non si può realizzare lo “sviluppo”, perché non si riusciva; si pensi all’esperienza fallita delle plantation – fortunatamente fallite, [ma il cui fallimento ha creato il mito di una inespugnabile arretratezza].

Tutti questi attori, non caratterizzati da intenti di ricerca, ma che hanno penetrato l’Amazzonia per realizzavi un’azione, hanno creato in realtà una grandissima quantità di sapere, ovviamente un sapere orientato all’azione, ma che costituisce una fonte molto abbondate di dati, che, molto spesso e per vari motivi, non sono stati utilizzati. Tra questi possiamo citare le imprese minerarie, le banche, gli organi pubblici e, più recentemente, le organizzazioni non governative di cooperazione allo sviluppo.

E’ al riguardo interessante ed importante analizzare le differenze costitutive delle due tipologie di attori, e a partire da questa analisi ipotizzare le possibilità di dialogo. Gli attori della ricerca hanno tempi più lunghi, in quanto gli attori dell’azione hanno necessità di tempi brevi. [In entrambe i casi si ha una disparità tra soggetto (osservante o agente) ed oggetto (osservato o agito); ma sia nel campo della ricerca, sia nel campo di quella parte dell’azione di cui specificamente qui parliamo, la cooperazione allo sviluppo, alcuni attori si sono posti il problema della partecipazione], e quindi, come far parlare l’altro, nel caso della ricerca, e come far partecipare l’altro, nel caso dell’azione. Nel caso della ricerca il potere del ricercatore sul ricercato è più nascosto, [più sottile], nel caso dell’azione tale potere è più evidente, perché è attuato, con l’obbiettivo di mutare una realtà. Un’altra differenza importante, legata a questa, è che, generalmente, l’agente della ricerca non è stakeholder , ovvero non è coinvolto in processi decisionali che riguardano il suo oggetto di ricerca, in quanto nell’azione, l’agente è, per definizione, stakeholder.

Tra gli attori della ricerca e gli attori dell’azione sussiste una mancanza di dialogo: i soggetti della ricerca si sono disinteressati all’azione, così come i soggetti dell’azione si sono disinteressati alla ricerca.

A partire da queste considerazioni, sorgono alcune domande: quale dialogo tra la ricerca e l’azione? Come appropriarsi di tutto il materiale prodotto dagli interventi? Come la ricerca può qualificare l’azione, visto che la maggior parte delle organizzazioni non governative che, per quanto ho avuto modo di vedere nella regione dell’Amazzonia in cui ho lavorato, realizzano interventi senza sapere bene dove “stanno mettendo i piedi”, senza conoscere profondamente la realtà che intendono cambiare, o preservare?

Su un altro piano: che peso hanno, nel determinare l’agenda della ricerca, le priorità delle popolazioni che della ricerca sono oggetto?

Come suggerimento di riflessione vorrei concludere riflettendo su due concetti: quello dell’adeguatezza e quello della partecipazione, che a mio parere possono fornire una chiave di lettura importante nella risposta alle domande precedenti. Adeguatezza: solo una conoscenza molto approfondita della realtà in cui si vuole operare, una conoscenza che solo dalla ricerca può essere alimentata – una ricerca, però, che per fare questo deve anche sapersi metodologicamente aggiornare – permette che la direzione del cambiamento promosso sia benefico, e non malefico, per le popolazioni coinvolte in tale cambiamento. Partecipazione: la modificazione degli equilibri e dei meccanismi di potere, è la condizione necessaria affinché la distinzione tra osservato e osservante, tra chi definisce la direzione del mutamento e chi vive questo mutamento non sia una divisione di condizione, ma una distinzione temporanea di ruoli.

Altri interventi

La maggioranza degli interventi hanno affermato e rafforzato la questione dell’indissolubilità tra ricerca ed azione; in uno dei primi interventi Santoni lo ha espresso chiaramente «Il fatto di arrivare sul campo, intrecciare il proprio lavoro, la propria esperienza con delle persone dei rapporti, ti mette indirettamente in uno stato di azione politica. [.] Questa è una premessa necessaria per avere coscienza di ciò che si fa e fare con coscienza le cose». Neves va quasi oltre, affermando che non c’è distinzione tra politica e ricerca, e che ogni ricerca si inserisce in uno specifico contesto politico, così come ogni politica ha dei riferimenti teorici e spirituali. Recuperando il contenuto dell’intervento di Fanelli, Frova ancora una volta conferma il consenso quanto all’indissolubilità concettuale tra ricerca e azione, ma mette in luce la necessità di chiarificare le logiche delle istituzioni di ricerca e quelle delle organizzazioni di cooperazione, al fine di promuovere azioni che superino tale divario. Mazzoleni sottolinea che «Bamonte ha da sempre portato avanti la ricercazione, cioè non è andato mai passivamente da nessuna parte del mondo, né in Amazzonia, né nel Sudest asiatico, né in America Latina. Si è sempre occupato di indigeni, sia dando loro gli strumenti per rapportarsi con i governi locali, sia portandoli all’ONU. Quindi non si tratta soltanto di ricerca»; e Santoni ricorda l’esperienza dei progetti di cooperazione internazionale del Circolo Amerindiano, che partono dall’idea della promozione della cultura materiale e immateriale dei popoli indigeni, e si basano su un incontro tra teoria e prassi.

Un altro tema toccato da vari interventi è il contenuto dell’azione. In questo senso Poggion mette in luce che un problema centrale, nello snodo tra ricerca e azione, è il pernicioso concetto di sviluppo sostenibile, paradossale perché «nessuno sviluppo è sostenibile»; pertanto urgente è la critica a questo concetto. Bollettin e Santoni si soffermano invece sulla realtà dei progetti di sviluppo che, anche quando realizzati “a fin di bene”, possono rompere equilibri preesistenti e creare più danni che benefici. In questo senso, secondo Bollettin, non «la ricerca deve essere orientata dall’azione, ma l’azione dalla ricerca».

Alcuni interventi si sono soffermati sulla questione del differente rapporto tra ricerca e azione nelle diverse discipline, alcuni per affermare questa differenza, altri per negarla. Questi ultimi in particolare hanno mostrato come discipline anche estremamente astratte hanno un’influenza diretta sulla pratica, agendo sulle rappresentazioni del mondo delle persone.

Peres si è soffermato sul versante epistemologico del rapporto tra ricerca e azione: «non è possibile osservare nulla asetticamente. Ciò che osserviamo è determinato dalla nostra presenza». E si domanda, aggiungendo un nuovo elemento: «se dunque non vi è dubbio che la ricerca sia pure azione, anche ogni azione è una ricerca?».

Alcuni interventi di ricercatori sudamericani si è infine soffermato sulla crescente domanda di antropologi da parte dello Stato e delle imprese, sia nell’affermazione, sia nella negazione di diritti di popolazioni locali. Nel primo caso si tratta delle politiche pubbliche differenziate per le popolazioni indigene, quilombola , ribeirinha , etc., dove all’antropologo si chiede di identificare le popolazioni beneficiarie di tali politiche. Nel secondo caso si tratta della costruzione di grandi opere pubbliche – centrali idroelettriche, miniere, ecc.; qui l’antropologo deve valutare l’impatto delle opere sulle popolazioni coinvolte; in questo secondo caso si tratta di una questione molto critica, in quanto chi contratta tali valutazioni vuole occultare o minimizzare gli impatti; per questo, dice Peggion, si sono dati casi recenti di difficoltà, da parte di imprese e governi, nella contrattazione di antropologi per questo fine.

Riascoltando, a qualche mese di distanza, gli interventi su ricerca e azione dei partecipanti alla tavola rotonda, mi rendo conto di quanto fosse presuntuoso ed al tempo stesso importante toccare questo tema: presuntuoso, per la inesauribile ampiezza dell’argomento, che chiama in causa il problema della relazione tra idee e azioni, tra teoria e prassi, che nasconde trabocchetti legati alla definizione di ciò che è ricerca e di ciò che è azione, che ha ramificazioni in una molteplicità di discipline, dalla filosofia e epistemologia, alla pedagogia, all’antropologia, alla sociologia, alla storia, che ha interessato, solo per citare quelli che subito mi vengono alla mente, studiosi quali Gramsci, Weber, Bobbio, Freire; importante, perché è una questione particolarmente sentita, soprattutto per gli studiosi che si accostano a popoli più o meno oppressi, al Sud come al Nord del mondo, e il soffermarsi a ponderarla, pur senza volerla esaurire, è un percorso ricco e qualificante; importante, infine, come stimolo a coinvolgere, mettere in questione, gli attori della cooperazione internazionale, proprio perché questo è forse uno tra i campi in cui maggiori sono le possibilità di interessanti e proficui intrecci tra l’azione e la ricerca.