Identidade visual comunidades ribeirinhas (resgate)

Notícia postada no blog ARTIVISIVE SP em 2007.

Mais informações na página sobre Tamuá

Um pequeno grande exemplo de como um projeto de design pode interligar pontos do território brasileiro em busca de um bem comum. Conto um pouco da historia de como foi efetuada esta jornada projetual dos alunos de 3o ano de Graphic Design do IED São Paulo.


 

O projeto teve inicio na 2a metade do ano de 2006, com o contato de Luca Fanelli, responsável no Brasil pela MAIS – ONG Italiana, com patrocínio do ministério do exterior da Itália, que desenvolve projetos de implementação da agricultura familiar das comunidades rurais da baixa Amazônia compatíveis com a preservação e conservação do eco sistema local.

Ao descrever as atividades agrícolas destas comunidades, Luca pediu a colaboração do Istituto Europeo para o desenvolvimento da identidade visual dos produtos. As comunidades produzem de forma artesanal produtos como mel, farinha de mandioca, biju, polpa de fruta e artesanato.

Para isso, convidamos como orientador do projeto Giovanni Vannucchi, sócio-fundador da OZ Design, um dos mais renomados estúdios de Branding brasileiros. Assim, em 19 de março de 2007, deu se inicio ao projeto aonde os alunos de 3o ano de Graphic Design eram dirigidos por Vannucchi e argumentavam a distância com Luca Fanelli.

Desenvolvendo assim um 1o percurso de pesquisa com término em 26 de abril. Durante esta fase formas realizados o briefing do projeto, a pesquisa iconográfica, o naming, a pesquisa de Mercado e as hipóteses de identidade visual.

Ao inicio de maio, os estudantes, Giovanni Vannucchi e eu, fizemos uma visita de campo em Santarém do Pará com as hipóteses de projeto a serem apresentadas.

Durante uma semana foram realizadas reuniões com a MAIS e as outras associações colaboradoras do projeto, a CEFT-BAM e CEAPAC. Na cidade de Santarém foram efetuadas pesquisas em mercados, supermercados, gráficas e pontos de encontro. Depois viajamos de barco pelo rio Amazonas para visitar e conhecer as comunidades, onde apresentamos nossos projetos, e visitamos os locais de produção.

Ao retornarmos para São Paulo, os estudantes desenvolveram os projetos definitivos, que foram apresentados na metade de junho na sede IED de São Paulo e foram enviados para as comunidades em Santarém.

Em outubro, em Brasília, durante um importante encontro sobre Slow Food, a Comunidade de Santo Antonio apresentou seus produtos com embalagens desenvolvidas pela aluna Marilia Rúbio. http://terramadre.slowfoodbrasil.com/