Contribuições à elaboração de projeto sobre agrofloresta

R: [rede_apa] Projeto APA 2010-2011

Caras/os,

Gostaria de contribuir também um pouco com o debate sobre o projeto da chamada 33 do CNPq.

Sendo novo desta mailing list, me apresento brevemente: trabalho desde o 2004 no Brasil (antes no Baixo-Amazonas, Pará, agora em S. Paulo),
gerenciando projetos (elaboração, monitoramento e avaliação) e realizando capacitações e estudos de viabilidade econômica, social e ambiental para pequenos empreendimentos solidários. […]

As chamadas mais apropriadas para o desenho de projeto que até agora
enxergo, são a 1 (Projetos de Pesquisa em Experiências Inovadoras no Ensino, Aprendizagem e Intervenção em Extensão Rural, no âmbito da Agricultura e Familiar em consonância com a Política Nacional de Ater) e 2 (Projetos de inovação tecnológica que desenvolvam ações de experimentação, validação e disponibilização de tecnologias apropriadas à agricultura familiar, as propostas deverão promover a participação dos agricultores e agricultoras familiares e a sustentabilidade de seus sistemas de produção…).

Depende um pouco de como se entende a “inovação tecnológica”: em sentido amplo – portanto a “tecnologia social” faz parte – ou em sentido restrito, mais técnico, mas a 2 seria a mais apropriada, na minha  avaliação, pelos objetivos que até agora foram apresentados.

Observação importante: a chamada 1 e 2 necessitam de um caráter
inter-estadual (cf. pontos II.2.1.3.2 e II.2.2.3.3).

Na linha do que foi falado até agora, acredito que o foco do projeto pode
ser “fortalecimento de relações justas produtores – consumidores, tendo como protagonista os jovens”, tendo como objetivo/ meio o fortalecimento das articulações estaduais (envolvendo duas, não mais) e da articulação regional.

As principais ações poderiam ser:
a) o mapeamento;
b) capacitação de agentes comunitários de venda.

Algumas observações sobre estes dois pontos:
Mapeamento. Eu também fico um pouco preocupado com a presencia de vários mapeamentos; eles são realizados, colocados na Internet, mas raramente conseguem ter uma continuidade; portanto, muitas vezes as informações não são completas, ou não são atualizadas. O mapeamento relacionado à este projeto deveria ser um mapeamento temático, voltado aos produtos (ou seja, uma plataforma de encontro entre oferta e demanda). Uma plataforma deste tipo existe já, é o “Farejador da Economia Solidária” (http://www.fbes.org.br); não sei porém quanto seja atualizado. Outra página com este intuito está no site da Rede Ecovida, mas eu tentei e não encontrei nada. No site ww.prefiraorganicos.com.br S. Paulo não está presente, RJ com 41 pontos de venda de orgânicos, MG – ausente, ES – ausente; isto deve ser um problema temporário, sendo que está começando a ser implementado; porém, não dá para saber quais produtos estão presentes. Finalmente, o nosso querido  www.agroecologiaemrede.org.br, tem objetivo diferenciado, que é
mapear experiências agroecologicas, mas, evidentemente, é uma fonte
importante neste sentido.

Capacitação de agentes comunitários de venda. É basicamente a idéia de
capacitar jovens das comunidades para oferecer os produtos da comunidade nos mercados locais.

Gostaria de concluir dizendo que o Convivium de Slow Food de S. Paulo
(http://www.slowfoodbrasil.com/) pode ter interesse em envolver a sua rede de chefs de restaurantes nestas relações oferta – demanda.

Infelizmente não poderá estar no encontro do 11/11, mas, no que for
possível, posso contribuir na elaboração da proposta.

Por enquanto é tudo.
Abraços,
luca

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